"Ajudai-me a jamais julgar outro homem até que eu tenha
caminhado sete dias com suas sandálias".
Prece dos indios Sioux
Por Angela Neik
As pessoas vão julgar os outros segundo a sua própria vida, e quando julgar será errado. Em primeiro lugar, o que elas dizem, fala mais sobre elas do que sobre você. Não se preocupe com essas pessoas, se elas vivessem um dia em seu lugar, estaria atônito, oprimido, surpreso e elas nunca, nunca iam julgá-lo de novo ... Então, agora cabe apenas perdoá-las pela sua ignorância.
Para Meditação
"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?"
Hipercriticismo
Se você quer de fato ajudar outros, e ajudar a livrá-los destas manchas, faltas, fraquezas e imperfeições, primeiramente verifique que o seu próprio espírito e toda a sua atitude têm sido errôneos. Esse espírito de julgamento, hipercriticismo e censura que há em você é como uma trave, contrastada com o minúsculo argueiro que está no olho da outra pessoa.Comece com o seu próprio espírito. . . (é o que diz Jesus), encare-se a si próprio de maneira bem honesta e frontal, e admita a si mesmo a verdade sobre sua pessoa.
Como haveremos de fazê-lo na prática? Leia 1 Coríntios 13 todos os dias; leia diariamente essa asserção feita por nosso Senhor (Mateus 7.1-5). Examine a sua atitude para com seu próximo: encare a verdade sobre si próprio. . . E um processo deveras penoso e entristecedor. Mas se examinarmos, de maneira honesta e veraz, a nós mesmos, aos nossos juízos e pronunciamentos, estaremos na estrada real que nos levará a extrair a trave de nossos olhos. Então, havendo feito isso, estaremos tão humilhados que ficaremos totalmente livres do espírito de censura e de crítica exagerada.
Que maravilhosa peça de lógica é esta! Quando um homem se vê a si próprio como realmente ele é, nunca mais julga a quem quer que seja de modo errôneo. Todo o tempo de que dispõe o toma para condenar-se a si mesmo, para lavar suas mãos e para tentar purificar-se. . . Você não poderá ser um oculista espiritual enquanto não tiver clara a própria vista.
Assim, quando nos encaramos a nós mesmos e extraímos essa trave, quando nos julgamos e nos condenamos a nós mesmos e ficamos nessa condição humilde, compreensiva, compassiva, generosa e caridosa, então estamos capacitados. . . a falar a verdade com amor a outra pessoa, e, por este meio, a ajudá-la. . . Não julgue, a não ser que primeiro se julgue a si mesmo.
Studies in the Sermon on the Mount, n, p. 180-2