Partir é uma das decisões mais difíceis.

Partir
(Imagem: Pixabay)


Não ter razões para ficar é uma ótima razão para partir.




Autor: Marcel Camargo
Ainda que suas mãos tremam, que seus olhos se inundam, que seu coração se quebre, que suas pernas pesem, que sua voz falhe, vá, saia de onde nada mais lhe roube sorrisos, de onde somente existe vazio e dor, solidão e mágoa.

Uma das decisões mais difíceis de todo ser humano é tomar a iniciativa de partir, ir embora, deixar para trás. Isso porque se acomodar ao que supostamente já faz parte de nossas vidas é mais fácil do que quebrar as correntes das ilusões que nos aprisionam numa redoma de falso conforto. Quando nada mais nos faz sorrir, é hora de partir.



Quando os dias se arrastam, as horas se eternizam, os segundos não chegam, fazendo com que ansiemos pela cama, pelas luzes apagadas e pelo silêncio que não machuca. Quando o ambiente se carrega de peso, dificultando o nosso respirar tranquilo, amedrontando os nossos passos, calando nossa voz e nossos sonhos. É hora de partir.

Quando o trabalho se torna mera repetição, em que nada se cria, nada motiva, nada alegra, forçando-nos sorrisos teatrais, palavras sem verdade, ausência de coleguismo. Quando nos sentimos menos, não nos valorizam, não nos pedem nada,tampouco nos enxergam, como se ali tivéssemos o mesmo valor de um móvel barato. É hora de partir.

Quando a amizade enfraquece, distancia-se, fria e cortante, sem volta, sem retorno, sem cumplicidade. Quando não se lembram de nos chamar, de nos ligar, de nos dizer um mero oi, enquanto somente nós nos esforçamos por encontros, conversas, risadas, em meio a mensagens não visualizadas, telefonemas não atendidos, convites sem resposta. É hora de partir.


Quando damos as mãos ao vento, quando olhamos nos olhos que se desviam, quando não nos sentimos gente ao lado de quem está ali por mera formalidade, como se fosse uma obrigação a convivência. Quando não há mais procura, nem escuta, tampouco diálogo; quando temos que implorar, gritar, caso tenhamos que obter um pingo – meio pingo – de atenção. Quando a reciprocidade ficou num passado distante, junto com a verdade. É hora de partir.







Ainda que suas mãos tremam, que seus olhos se inundam, que seu coração se quebre, que suas pernas pesem, que sua voz falhe, vá, saia de onde nada mais lhe roube sorrisos, de onde somente existe vazio e dor, solidão e mágoa. À medida que caminhamos em busca do que nos torna felizes de fato, tudo se vai ficando mais leve, mais calmo, mais lúcido. Porque ficar com medo jamais será capaz de nos trazer o prazer de ir ao encontro de uma felicidade possível, verdadeira, merecidamente nossa. Vá.

Leia mais artigo do autor aqui: Professor Marcel Camargo

O tempo era o meu maior inimigo.

Relogio


Há um tempo para tudo!


O tempo era um dos meus maiores "inimigos". Eu não gostava quando ouvia: 
" Há tempo pra tudo".  Ouvir isso era insuportável, pois traduzindo ele estava
dizendo: Você precisa esperar!

Você precisa aprender que...

Há tempo para começar
Há tempo para algo nascer
Há tempo para algo terminar.




Era insuportável ouvi isso (Coisa de coração ansioso e apressado, coisa de gente que quer tudo pra ontem. Graças a Deus, a minha visão sobre o tempo mudou. Ela mudou quando tive ele como companheiro. Foi um tempo muito difícil, em que eu não podia correr, andar, falar, gritar, espernear, eu só tinha que fazer uma coisa: Esperar.

Foi nesse esperar que aprendi a ver o tempo( espera) com outros olhos. Hoje meu coração entende e aceita que "Há tempo para tudo". Hoje vejo o tempo como um grande aliado na verdade um companheiro em todo tempo.







Sou grata a Deus, pois sei que ele que rege o tempo, me presenteou com esse tempo de espera. Nunca esqueça, nem desanime: Há tempo pra tudo" 



Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Eclesiastes 3:1-3


( by Irismar Oliveira)




Deus cuida do seu povo.

O Senhor luta por nós.

O Senhor luta por nós!

O Senhor luta por nós! Ele conhece os nossos corações, o tempo de nossa vida, os sentimentos não explicados e o ambiente incerto ao redor. E Ele luta por nós.

Ele, que luta por nós, não é um mero valente do seu povo, um guerreiro de grandes vitórias ou um rei amado pela nação. É o Senhor todo poderoso, Criador dos céus e da terra, Governante absoluto de tudo o que existe, Feitor da luz e da vida, Rei dos reis, Controlador do universo, Salvador da humanidade, Resgatador dos perdidos e Pai de seus filhos. E Ele luta por nós.



A convicção de que o Senhor dos Senhores luta por nós produz dois efeitos sobre nossos corações. O primeiro é de descanso, pois aquele que controla todas as coisas controla também a nossa vida. Aquele que rege o universo tem poder sobre nossos corações, relacionamentos, corpos, provisões e futuro. Descansemos no Senhor que luta por nós. Coloquemos perante Ele nossas aflições e peçamos o retorno das noites bem dormidas e do riso aliviado. Ele cuida de nós.

O segundo efeito é de expectativa no Senhor. Se Ele luta por nós, qualquer coisa nova pode acontecer! Qualquer coisa pode mudar, qualquer situação pode ser consertada, qualquer pessoa pode ser quebrantada, qualquer pecado pode ser perdoado. Se Ele luta por nós, podemos, a qualquer momento, ser curados da enfermidade mais profunda que amedronta o corpo e a alma. 

Descansar em Deus e esperar em Deus, porque Ele luta por nós.







Encontramos esta palavra de encorajamento à nossa fé em Deuteronômio. Moisés a proferiu ao povo de Israel em um momento emblemático de sua jornada. Após 40 anos peregrinando no deserto, o povo se vê próximo ao rio Jordão, prestes a entrar na terra prometida. Vivia, assim, o momento de pesado cansaço pela peregrinação longa e árida e, por outro lado, profunda esperança para entrar na terra tão esperada. Moisés, usado por Deus, encoraja o povo lembrando como o Senhor foi fiel no passado. Amanhã não seria diferente. Moisés declara que o povo ainda passará por muitas provações e que aquele não é, enfim, o momento de descanso. E falando sobre reis e reinos que ainda os confrontarão ele lhes diz: não os temais, pois o Senhor luta por vós” (Dt 3.22). 

A caminhada é longa e ainda não cruzamos o Jordão, mas esta verdade nos levará até o final, na paz de Deus. O Senhor luta por nós!



( Autor  Ronaldo Lidório é doutor em antropologia e missionário )

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