Entregue a Deus o irreparável passado e entre com ele no irresistível futuro adiante.
Texto de Oswaldo Chambers
"Pois não saireis apressadamente, nem ireis em fuga; porque o Senhor irá diante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda", Isaias 52, versículo 12
Seguros contra nosso passado. "Deus pede as contas de tudo quanto passou…", Eclesiastes 3 versículo 15. No fim do ano, olhamos com grande expectativa tudo quanto Deus tem para o nosso futuro, mas mesmo assim, podemos ficar aprisionados nos dias de ontem. O presente gozo da graça de Deus pode ser reprimido pela recordação dos pecados e falhas e pudores de ontem. Mas, Deus é o Deus do nosso passado e permite que nos lembremos dele a fim de transformá-lo numa lição espiritual para o futuro também. Deus faz-nos lembrar do passado para que não nos resguardemos na segurança superficial do presente momento.
Seguros no amanhã. "Porque o Senhor irá diante de vós". Esta revelação nasce da misericórdia de Deus, a de que ele nos protegerá, quando não nos protegemos a nós mesmos. Ele vigiará para que certos obstáculos não nos façam recair nas mesmas falhas de sempre, como certamente o fariam se ele não fosse a nossa retaguarda também. A mão de Deus pode estender-se ao passado possibilitando-nos de manter a consciência limpa.
Segurança para hoje. "Porquanto não saireis apressadamente". À medida que nos aproximamos do novo ano, não o façamos com a pressa da alegria impetuosa ou da irreflexão impulsiva e contraditória, mas com aquela força paciente da certeza de que o Deus de Israel marchará adiante de nós também. Nosso passado apresenta-nos falhas irreparáveis; é verdade que deixamos passar oportunidades que agora se acham perdidas para sempre, mas Deus pode transformar essa ansiedade destrutiva numa força construtiva de reflexão para o futuro. Deixe o passado no esquecimento, mas, deixe-o nas mãos de Cristo também.
Entregue a ele o irreparável passado e entre com ele no irresistível futuro adiante.
(Trecho do livro: Tudo para ele de Oswaldo Chambers)
Que essa mensagem traga ânimo e fortaleça o seu coração (...) O Senhor te abençoe e até a próximo mensagem.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Timóteo 3:16, 17
Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou: -Mestre, porque devemos ler e estudar a Bíblia se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente estudar de novo o que já esquecemos. O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte e depois ordenou ao discípulo: Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui. O discípulo olhou para o cesto, que estava bem sujo, e achou muito estranha a ordem do mestre. Mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto sujo, desceu os 100 degraus da escadaria até o riacho passando por um jardim, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e, quando chegou até o mestre, já não restava nada. O mestre, então, perguntou: -Então, meu filho, o que você aprendeu? O discípulo olhou para o cesto vazio e disse: -Aprendi que cesto de junco não segura água. O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou:
-Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu? O discípulo novamente respondeu com sarcasmo: -Cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou, ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre perguntou de novo: -Então, meu filho, o que você aprendeu? O discípulo olhando para dentro do cesto, percebeu admirado: -O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante acabou por lavá-lo e ele ficou limpinho. O mestre, por fim, concluiu: -Não importa que você não consiga recordar todas as passagens da Bíblia. O que importa, na verdade, é que através deste processo a sua mente e o seu coração se mantêm vivos e purificados.
Levantemos o coração juntamente com as mãos para Deus nos céus. Lamentações 3:41
Texto de C. H Spurgeon
O ato de orar nos ensina a respeito da nossa indignidade, o que é uma lição muito salutar para o tipo de pessoa orgulhosa como nós. Se Deus nos concedesse favores sem nos constranger a orar, então, nós nunca conheceríamos quão pobres somos, mas a oração verdadeira é um inventário de desejos, um catálogo de necessidades, uma revelação de pobreza oculta. Ao mesmo tempo que é uma aplicação à riqueza divina, é uma confissão do vazio humano. O estado mais saudável de um Cristão é estar sempre vazio em si mesmo e constantemente em dependência do Senhor para as provisões; ser sempre pobre em si mesmo e rico em Jesus; pessoalmente fracos como água, mas poderoso em Deus para fazer grandes proezas; e por isso o uso das orações, porque, ao mesmo tempo que adora a Deus, estabelece o lugar em que a criatura deve estar, no pó.
As orações em si mesmas, à parte das respostas, trazem um grande benefício ao Cristão. Assim como o corredor adquiri força para a corrida através dos exercícios diários, assim é para a grande corrida da vida; nós adquirimos energia através do santo trabalho das orações.
Orações são como as penas das asas das jovens águias de Deus, para que por elas; sejam capazes de aprender a voar acima das montanhas e nuvens. As orações cinge os lombos dos guerreiros de Deus, e os envia para a frente da batalha com os seus tendões preparados e seus músculos fortalecidos. Uma fervorosa súplica saindo dos seus aposentos, é como o sol saindo das câmaras do leste, se alegrando como um homem forte percorrendo o seu percurso! Orações são como as mãos levantadas de Moisés trazendo maior derrota aos Amalequitas do que a espada de Josué; (Êxodo 17:11 a 13) é como a flecha lançada da câmera do profeta anunciando antecipadamente a derrota dos Sírios. (2 Reis 13:17)
As orações cinge a fraqueza humana com a força divina, substituindo a tolice humana pela sabedoria celestial, e dando a mortais problemáticos a paz de Deus.
Nós não sabemos o que a oração não pode fazer! Somos gratos, ao grande Deus, pelo Trono de Misericórdia, uma prova da escolha da Sua maravilhosa benignidade. Ajuda-nos usá-la corretamente através deste dia.